SOS MASP "Apelo aos Poderes Públicos"

O Museu de Arte de São Paulo é de há muito uma instituição enferma, sem recursos e sem direção profissional. Seu estado hoje é terminal, como bem exemplificado pelo furto do Picasso e do Portinari. Faz-se imperativa, portanto, a intervenção dos poderes públicos. Para além do que compete fazer no plano judicial, é preciso encontrar uma fórmula jurídica que garanta ao Museu as condições  necessárias para melhor cumprir sua missão formadora de cultura.


Balanço dos Primeiros 10 Dias do site

Após 20 dias de circulação entre emails e 10 dias na rede (3 de janeiro), esse documento colheu mais de 2600 assinaturas. Sempre aberto a novas subscrições, ele continua crescendo a passos largos. Até hoje, dia 12 de Janeiro de 2008, a direção do Masp não emitiu qualquer sinal de abertura para negociações com o poder público.

Ao contrário, vem reiterando na imprensa escrita e no rádio seu entendimento de que o Masp pode e deve manter-se sob seu controle. Entretanto, a recuperação pela polícia do Picasso e do Portinari furtados não pôs fim nem às inquietações manifestadas quanto ao presente e ao futuro do Masp, nem levou a qualquer progresso na solução dos problemas de insolvência e de gestão do Museu.

Poucos hoje duvidam do caráter estrutural de tais problemas, uma vez que radicam no estatuto jurídico da instituição: como associação de direito privado, o Masp está naturalmente impedido de usufruir de recursos expressivos e contínuos oriundos do erário, imprescindíveis para que cumpra plenamente sua função educadora.